27 setembro 2011

Resenhas/Opiniões/Whatever

Bem, não sou muito boa com resenhas e etc, e eu realmente não pretendia escrever, mas me deu vontade de falar da opinião que tive de alguns filmes e livros. Só porque estou escrevendo uma opinião, não quer dizer que gostei. Mas conforme for dando na telha, vou escrevendo.

Hoje, vou falar um filme, e ia falar sobre apenas um livro, mas ao fazer meio que um paralelo de personagens de outro livro, acabou que ficou inserido dois livros. E vou começar pelos livros. E aviso: pode conter spoilers não intencionais (ou intencionais).

Para Sempre – Série os Imortais




Não vou mentir. Esperava mais.

Tipo, achei a Ever meio que altamente influenciável e um tanto dependente. E o Damen, um egoísta filho da mãe e covarde.

Não, não falo que ela é altamente influenciável por causa de algo tipo ter ficado de porre ou algo assim. Não mesmo.

Por que ela é influenciável? Bem, ela aceitou relativamente de boa sempre que ele a arrastou para matar aula. E aí entra porque o acho egoísta, além do fato de ter trazido-a de volta e tornado-a uma Imortal sem o consentimento dela e todo o mais. Só porque ELE já sabe tudo aquilo e acha um porre estar numa sala de aula, não quer dizer que tenha de arrastá-la junto com ele. Não importa se é pra ir pra Disney ou algo assim.

Ever é dependente sim. Primeiro era dependente da irmã caçula, que já devia ter ido. Bati palmas pra ela quando permitiu que a irmã fosse. Mas xinguei-a por chamar o Damen depois do que ele fez a ela.

Sim, xinguei. Ao meu ver, ela foi burra de fazer isso. Primeiro, porque era ÓBVIO que Damen ainda não tinha se desfeito de vez da ex-esposa problemática e fanática, e ir atrás de cara com ex-esposa que ainda tá na cola, é neurótica, louca e ainda por cima imortal e tem super-força é problema demais pro meu gosto. Use o argumento de amor verdadeiro, eterno e etc pra cima de mim. Beleza. Pois eu tenho outro argumento: pra um relacionamento dar certo, não basta amor, é necessário ter respeito pelas decisões do outro. E eu não vi isso. Primeiro, porque ele insistiu até convencê-la para que ela matasse aula só porque ele achava aquilo entediante. Segundo, a ressuscitou e tornou imortal sem permissão dela. Foi lá na festa de Hallowen sem ser convidado – não respeitou a decisão dela de não convidá-lo.

Agora, falem que é porque ele fazia as vozes pararem.

Ela já tinha conhecido uma médium disposta a ajudá-la.

E agora, porque acho o Damen covarde.

Ele viu o que a ex-esposa dele da qual não me dou o trabalho de lembrar o nome estava fazendo com a melhor amiga da Ever. E não tentou impedir até que já fosse quase tarde demais. Mesmo depois que Ever falou que foi a ex dele que fez tudo aquilo, ele não enfrentou a mulher.

E depois, quando a Ever chamou por ele, ele esperou até a ex dele quase acabar com ela pra aparecer.

Diz ele que queria ter certeza que não era por ela estar se sentindo sozinha depois que a irmã dela fez a passagem. Mas, se ele realmente a amasse de forma tão “Amor eterno” como aquele monte de tulipas vermelhas, não teria ligado. Teria ido salvá-la.

E no primeiro ataque que a Ever sofreu, lá na colina. Ao invés de aparecer e enfrentar cara a cara a ex, não, "faça Ever vir parar numa outra dimensão".

Vejo todos esses atos dele como medo de enfrentar a ex. Ou seja, estou diante de um covarde.

E quem gostou do livro deve estar pensando que, se eu critico tanto, devo ter algum que me é mais adequado...

Sim, tenho um mais adequado em mente.


A Senhora das Savanas, de um BRASILEIRO, com opinião do JÔ SOARES de que “Prende do Início ao fim”



Realmente, o livro prende do início ao fim.

A história? Pelo que entendi,se passa em uma época pouco anterior à 1994, num país que pelo que entendi é fictício, na África, chamado Swuani.

Bem, a personagem principal, chamada Olívia Montes, se trata de uma médica que fez residência no Hospital das Clínicas, em São Paulo, que também é freira e cuida de um hospital com condições precárias nas proximidades de onde já houve uma mina de cobre, hoje fechada. O hospital, chamado Walcott, corre sérios riscos de fechar pois o banco que tomou conta da propriedade quando a empresa dona declarou falência o vê apenas como uma fonte de despesa que não dá retorno. Além disso, a personagem enfrenta o fato de mercenários que trabalham para o mais temido no país vão constantemente ao hospital para roubar medicamentos e animais selvagens que vagam constantemente ao redor da propriedade devido à única vaca que fornece leite para os pacientes e para os empregados do hospital. Principalmente leões.

Até que um caminhão passa pelo hospital carregando corpos de mercenários de Angola, país vizinho de Swuani. Entre os corpos, está o de um branco. Que está vivo.

Esse branco é levado para o hospital e Olívia cuida dele. Se trata de um irlandês, Kevin, um mercenário que já trabalhou pro IRA (ou trabalha, não lembro, o livro é do colégio).

Resumindo a história: Kevin não é o típico mocinho ou algo do tipo. Nem ele sabe direito porque decidiu ficar na fazenda e ajudar Olívia e as pessoas da fazenda. Tipo, com o dinheiro que ganhou na mesa de pôquer na cidade mais próxima quando a médica foi até o banco, buscando convencer o vice-presidente à fornecer dinheiro para o hospital se manter, ele comprou mais alguns animais, arrumou a cerca, e várias outras coisas.

Mas o principal: ele salvou Olívia de ser estuprada quando mercenários foram até a fazenda buscando antibióticos e morfina. Salvou os pacientes do hospital quando o rio Zambeze encheu e inundou o hospital, levando os pacientes para a sede da fazenda. Dois tiroteios com mercenários. Matou o chefão mercenário. E ainda foi atrás de quem tinha contratado o cara pra matar os soldados que pertenciam a luta dos rebeldes angolanos que iam para território de Swuani para descansar, já que o país era território neutro. Não vou contar quem contratou o cara, mas se vocês lerem, vão se surpreender.

E mais: sutilmente, a gente percebe que um sentimento surge entre Olívia e Kevin. Mas a gente se surpreende mais ainda porque a história não vira um “Noviça Rebelde” da vida. Tipo, depois que tudo está resolvido e tudo o que Olívia fez dá resultados e acaba que no lugar daquele precário Hospital vai surgir um ainda melhor, com o nome de Fundação Santa Edna, em homenagem à mulher que era dona da mina junto com o marido, e não vai mais depender do banco, Kevin fala à Olívia que vai embora. E ela pede que ele vá embora.

E tudo porque ele a respeita por ser uma freira e ela sabe que não sabe o que vai fazer se ele continuar ali.

Quer mais?

No “epílogo”, fala que ele morre em meio às batalhas para as quais voltou. E duas cartas não enviadas para Olívia são encontradas nas coisas dele. E ela todos os dias senta na varanda da sede e fica olhando a estrada agora asfaltada, como que esperando algo.

AHÁ!

Só porque se trata de amor eterno e verdadeiro, não quer dizer que precise ter um final feliz e meloso.

Além disso...

O que é uma ex-esposa neurótica comparada à mercenários, animais selvagens e a burocracia dos mais ricos?

Transformem Damen e Ever em mortais e joguem-os no meio da história de Senhora das Savanas e transformem Kevin e Olívia em Imortais e joguem-nos em Para Sempre.

Damen e Ever não sobreviveriam aos primeiros dias (Ever já estaria morta quando Damen aparecesse ¬¬’) e Kevin e Olívia iam pirar com uma história tão... Sem graça.


Enfim, minha palavra final: achei Para Sempre sem graça. (Dinheiro desperdiçado... Devia ter guardado pra juntar mais e comprar Artemis Fowl e o Paradoxo do Tempo)

Muito dificilmente vou ler o resto da série.


Criatura Perfeita – Filme



O filme trata de Vampiros.

Mas não Vampiros tipo Crepúsculo (eca), Blade ou algo assim. Nesse filme, Vampiros são conhecidos como A Irmandade, são a Igreja e são nada além de mutações, uma evolução da espécie humana. Tanto que são filhos de humanas.

Enfim, a relação deles com os humanos é simbiótica: os humanos lhe fornecem sangue voluntariamente, e eles cuidam de tudo no âmbito religioso e quase tudo no âmbito da ciência: são eles que desenvolvem e fornecem as vacinas para as pragas e doenças em geral.

Temos então, Sylus e Edgar, dois membros da Irmandade que são filhos da mesma mãe, sendo Edgar o mais novo.

Edgar está aparentemente louco, atacando humanos e os matando como um típico vampiro de Blade. A Igreja está abafando o caso enquanto Sylus tenta capturá-lo.

Temos então a policial Lily, que começa a investigar o caso de uma mulher atacada. Houve uma testemunha, um garoto, que diz que foi um Irmão. Ela tem dois dias pra descobrir a verdade, ou a jornalista presa vai deixar vazar as acusações do menino.

Não, o filme não é inteiro os dois dias tentando capturar o vampiro louco. Sylus se apresenta e se une aos policiais para capturar Edgar. Em meia hora de filme, ele é capturado. Nesse tempo, ele atacou a policial, salva pelo Sylus, que lhe deu um pouco de seu sangue, o que acelerou a cicatrização. (não, o sangue dele não transforma)

Resumindo: Edgar fazia experiências genéticas (coisa proibida porque foi à partir dela que as doenças e pragas surgiram) para conseguir descobrir como fazer os Irmãos se reproduzirem, porque há 70 anos não nascia mais nenhum e não havia mulheres, apenas homens. As experiências não deram certo, apenas geraram os monstros que conhecemos, e ele acabou se contaminando com o sangue das cobaias. E esse sangue sim transforma.

Edgar consegue fugir da contenção, e Sylus sabe que ele vai atrás de Lily por ela ter sobrevivido e por perceber que o irmão mais velho se importa com ela. Ela fala que vai ser a isca, e enquanto ela dorme, apenas Sylus e outro policial, muito amigo dela, ficam com Lily.

Nesse instante, ocorre a cena que na minha opinião é uma das mais bonitas do filme em relação ao sentimento que surge entre os personagens. Sylus aproxima o rosto da mão de Lily e cheira. E então, na cabeça dele, ele meio que fantasia com ela erguendo a mão, tocando-o no rosto e aproximando-o do rosto dela, mas então já volta para a realidade e Sylus se ergue depressa. Azar o dele, o policial amigo dela viu e começa a gostar dele menos ainda.

Edgar consegue pegar Lily e então, começa a se espalhar uma praga pela cidade: Edgar passa a dar seu sangue contaminado para as pessoas. O bairro é posto em quarentena e é colocado toque de recolher, mas não adianta, porque as pessoas continuam sendo contaminadas.

Não vou contar como termina: se Sylus encontra Lily, se a praga é contida, como Edgar fazia pra espalhar a praga, nem nada assim. Assistam, porque vale à pena.

E agora: a forma como a história é apresentada é muito inteligente. A história em si é inteligente. E gostei demais dos Vampiros não serem monstros sanguinários, mas também não são vegetarianos idiotas que se alimentam de sangue animal.

Além disso, o fato de o relacionamento dos personagens Sylus e Lily não ter aquela coisa oh-meu-Deus-se-você-morrer-eu-me-mato nem aquela coisa eu-te-odeio-mas-te-amo (apesar de eu gostar um pouquinho desse tipo de história) ficou tão dez, tão... Real. Tipo, nem todos os relacionamentos são como esses. Existem relacionamentos mais... Hum... Como os do filme: eles não sabem direito o que sentem. Algo assim, não sei explicar direito... Tipo, em todo o filme, os personagens trocam UM beijo (não falo quando xD). Não é tipo aqueles filmes estilo James Bond que é um-beijo-cama-ação (algo assim). Temos uma história. E é justamente isso que mais me atraiu no filme.

Recomendo.


E é isso.

Já enchi demais o saco xD (E é bom as capas dos livros e do filme aparecerem, Blogger ¬¬)

Beijos de Fadas!