18 abril 2013

Resenha: Leaden Chronicles - The Gate of End


Vincent e Nicholas Heisenberg são os mercenários juvenis mais cotados de toda Grayfield, principalmente depois que um mago descuidado acabou liberando uma horda de
demônios e monstros de toda espécie.
Apesar do trabalho sujo que fazem, eles ainda são adolescentes, não normais, nem com situações normais, mas... Eles tentam.
Amores, ódios, rosas, chumbo quente.
Cada contrato é uma aventura nova,
Cada aventura é uma crônica.
Editora: Independente
Autor: Kamila Zöldyek (Blog: Thunder’s Empire)
Páginas: 136 

“Vince não sentia mais dor, e agora pensava em outro presente para ela. Um bem mais bonito. Talvez sua mãe pudesse ajudar, ou então a tia Marie-Claire.
Pensou de novo.
Melhor não se aconselhar com a mãe de Nick.” (Pg. 21)

Bem... O que exatamente posso falar da divertidíssima saga de Leaden Chronicles, mais especificamente do primeiro arco, The Gate of End?

Primeiro, destaco o estilo da Kamila: quem gosta de mangá (tipo eu) se apaixona pela narrativa objetiva e cheia de porrada de um típico Shounen. Dá pra imaginar tudo de forma incrível, e eu particularmente, por causa das ilustrações da Kamila e tals, vi tudo como um anime cheio de pancadaria na minha cabeça, e o “humor barato” também encaixa perfeitamente.  E isso é o segundo melhor de tudo.

O primeiro é rir de Vince que ama Amy e pensa que não é correspondido e vice-versa e as trapalhadas envolvidas.

“- Quero que se cuide, por favor. – sussurrou – Eu me preocupo com você, sabe. Preocupo-me muito.
Ele roçou a ponta do nariz pela face dela, até tocar seu nariz suavemente.
Agora estava perto demais para voltar atrás.
- Hey, Vince, chegam- merda. – Nicholas fechou a porta tão rápido e subitamente quanto a abriu. Ainda bateria a cabeça na parede cem vezes para se redimir do que acabara de impedir. Não teria ficado tão atordoado se não quisesse juntar aqueles dois há muito tempo.” (Pg. 75)

Nick e Haroldo também são duas pérolas. Imaginem, um Dragão de Komodo de estimação... Eu já ficaria feliz com uma caranguejeira... Ou um papagaio do Congo... Enfim.

“- Nick, consegue andar? – Vincent perguntou ao primo, se levantando.
- HAROLDOOOOOOOOOO! CADÊ VOCÊÊÊÊ! – Nick pulava de um lado pra outro.
- NICK! Deixa o bicho pra lá e vai pegar a pedra! Eu cuido da Rachel! – Vincent olhava para a menina.
- NÃO SEM O HAROLDOOOOOOOO! – Nick chorou.” (Pg. 12)

Agora, a história...

É legal ver como o Vince quer despertar a magia, mas seu pai não concorda e tals, por ele ser um mercenário... É legal também ver como o Vince quer proteger a Amy na viagem que fizeram para ver um dos lados loucos da família... (Particularmente, acho que ninguém ali é normal... E não posso falar muito, ninguém nas minhas sagas é normal xD)

E é mais legal ainda ver como tudo entorna nessa viagem e então, né, sobra para Vince, Nick e o resto da família impedirem o vilão. Me abstenho de falar o que é que acontece nessa viagem. Não que seja algo do tipo “oooooh”, mas a trama como um todo e a forma como a Kamila fez se desenrolar dão uma identidade própria à Leaden. Como qualquer outra história também consegue, apesar de se desenrolar ao redor de clichês e tal, conseguir fazer algo que dê uma identidade própria à ela. Kamila fez isso bem.

E Nicolle e Serena são demais. Irritantes, mas demais. xD

Bem, this is it. Procurem entrar em contato com a Kamila e ver se tem como vocês lerem Leaden.

Não vão se arrepender.